Sobre paulobretas

Paulo Bretas Vilarinho Junior possui graduação em Psicologia (1992), Mestrado (2004) e Doutorado (2013) em Educação pela Universidade Federal Fluminense. Atualmente é Psicólogo da Prefeitura Municipal de Duque de Caxias, Docente da Faculdade de Educação Tecnológica do Estado do Rio de Janeiro (FAETERJ) Duque de Caxias, onde é Presidente da Comissão Própria de Avaliação (CPA) e docente do Curso de Especialização em Administração Pública (CEAP), da Escola de Gestão e Políticas Públicas (EGPP), da Fundação Centro Estadual de Estatísticas, Pesquisas e Formação de Servidores Públicos do Rio de Janeiro (CEPERJ). Tem experiência na área de Educação, com ênfase em Educação Profissional e Superior, atuando principalmente nos seguintes temas: Docência; Direção e Coordenação Pedagógica; Educação Profissional; Planejamento e Avaliação Educacional; Psicologia Escolar e Educacional; Psicologia do Trabalho e Organizacional, Treinamento, Avaliação e Elaboração de Projetos; Psicologia Clínica.

Jandira Feghali: Decidirão pelas mulheres?

Blog do Renato

Um forte coro, outrora engasgado, ecoou pelo Centro do Rio durante toda a tarde de terça-feira (13). Com bravos punhos erguidos ao ar em posição de luta e seios pintados como donas do próprio corpo, milhares de mulheres se uniram contra as alterações na PEC 181/15 que proíbe o aborto legal no Brasil. Atos como esse ocorreram em várias outras cidades do país. Uma corrente gigantesca de sororidade conectou-as em sua marcha contra o conservadorismo político. Era um grito engasgado, sufocado, oprimido.
Falar de aborto desperta as paixões mais viscerais na sociedade, mas pouco se explica sobre o tema. Abafado por questões moralistas e religiosas, a temática deixa de ganhar o envelope que lhe é cabido: o de saúde pública. É óbvio que ninguém faz apologia do aborto ou o defende como método contraceptivo. Mas num país em que uma mulher morre a cada dois dias no país fruto de…

Ver o post original 293 mais palavras

Anúncios

Entrevista de Moniz Bandeira à revista Princípios

Blog do Renato

A edição 145 da revista Princípios, lançada no final de 2016, trouxe a entrevista exclusiva de Moniz Bandeira a Rubens Diniz, em que ele afirma que “o golpe contra Dilma insere-se no xadrez da política internacional”, e justifica seu raciocínio. Por ocasião de seu falecimento, nesta sexta (10), o portal Grabois disponibiliza esta entrevista como uma homenagem a seu espírito de luta e resistência democrática.

Princípios entrevistou o renomado historiador e cientista político Luiz Alberto Moniz Bandeira, que recentemente completou 80 anos e acaba de lançar seu mais recente livro, Desordem Mundial, no qual analisa o atual tabuleiro geopolítico.

Ele destaca, nesta entrevista, algumas questões que ajudam a entender como a política internacional influenciou o golpe contra o governo DilmaLuiz Alberto Moniz Bandeira, conhecido pela ampla documentação de seus estudos, chama a atenção para o conceito de lawfare, isto é, uma guerra jurídica, assimétrica promovida com a Operação Lava Jato…

Ver o post original 3.272 mais palavras

Boaventura: Elite age com a arrogância de quem não tem medo

Blog do Renato

O sociólogo português Boaventura de Sousa Santos afirmou que a ascensão da política neoliberal em todo o mundo hoje se dá pela ausência de uma alternativa real à esquerda, o que permite que as elites instituam livremente projetos de destruição de direitos e não enfrentem a devida resistência. “Eles se comportam com a arrogância de quem não sente medo”, afirmou.

Divulgação

 

Em evento realizado neste domingo (12) no Teatro Oficina, em São Paulo, pelo Vamos! – plataforma de debates da Frente Povo Sem Medo –, o sociólogo português disse que só foi possível o crescimento econômico combinado com redução das desigualdades sociais entre o fim da Segunda Guerra Mundial e as crises do petróleo da década de 1970, no mundo ocidental, devido à existência da União Soviética, que era a representação real de outro modelo que imputava medo aos capitalistas.

“Temos no mundo hoje muita gente que tem muito medo…

Ver o post original 789 mais palavras

Ronaldo Carmona: Desafios para a re-industrialização nacional

Blog do Renato

Na última quarta feira (7/11) a Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público da Câmara dos Deputados patrocinou um importante seminário “Desafios para a re-industrialização nacional”. O deputado Orlando Silva jr. (PCdoB-SP), Presidente da Comissão, convidou especialistas empresarias e de trabalhadores para debater a questão. Um dos convidados foi o professor e pesquisador da USP, Ronaldo Carmona, que fez a seguinte apresentação:

A questão da Indústria é tema de interesse direto do mundo do trabalho. Primeiro, porque a contínua alteração e aperfeiçoamento da estrutura produtiva é característica intrínseca à Indústria, requer mais conhecimento, portanto, mão de obra mais qualificada e, portanto, melhores salários.

Em segundo lugar, porque o avanço da indústria moderna, o desenvolvimento das forças produtivas, é o caminho que permitirá, no contexto de uma nova sociedade, a emancipação do trabalho, o usufruto do trabalho livre e a constituição de uma sociedade de abundância. Hoje, aliás, 7…

Ver o post original 1.781 mais palavras

Wadson Ribeiro: Reforma trabalhista leva o Brasil ao século XIX

Blog do Renato

Entra em vigor no próximo sábado a reforma trabalhista elaborada pelo governo Temer e aprovada pelo Congresso. Trata-se de um dos maiores retrocessos civilizatórios já implementados no país. Michel Temer age como um Juscelino Kubitschek às avessas. Enquanto o presidente mineiro fez o Brasil avançar 50 anos em 5, como sugeria seu lema de governo, o presidente ilegítimo em apenas 14 meses já fez o país retroceder décadas, em alguns temas séculos. E as mudanças realizadas no mundo do trabalho são a expressão desse atraso.

O principal argumento para a sua aprovação é que a reforma representaria um “modernização” das relações de trabalho. Mas na verdade o que está em curso é a antítese. O Brasil entrou na era moderna do trabalho no momento em que aprovou duas importantes legislações. A Lei Áurea, de 1888, que libertou o país da escravidão, e a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), assinada…

Ver o post original 381 mais palavras