Lilia Schwarcz foi vítima do monstro que ajudou a criar

Por Adelson Vidal Alves

Lilia Schwarcz foi cancelada. A antropóloga cometeu o pecado capital de criticar uma pessoa de pele negra, sendo ela branca. Esqueceu de uma “lei” implacável que proíbe “raças opressoras” de opinar sobre a vida das “raças oprimidas”. Lilia escreveu artigo na Folha de São Paulo criticando o álbum “Black is King”, da estrela pop Beyoncé, tratado no texto como “glamourização da negritude”, fundado em idealizações de uma África idílica. A autora está certa, certíssima. Mas Beyoncé fez o que o movimento negro faz há anos.

Eu também fui “cancelado”, quando escrevi artigo criticando um espaço cultural da minha cidade, que funciona como escola racial. O Memorial Zumbi, como é denominado, é saudado como espaço de valorização da cultura negra, mas é a expansão permanente do que fez Beyoncé: a cultura como catequese racial.

O artigo da uspiana, referência em estudos sobre escravidão, foi alvo de ataques…

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