Juíza aponta centralidade do movimento sindical na luta para mudar os rumos do Brasil

Doutora em Direito do Trabalho pela USP/SP, a juíza do Tribunal Regional do Trabalho da Quarta Região, Valdete Souto Severo, é conhecida pelas opiniões firmes e progressistas que sustenta em defesa das causas democráticas e, em especial, da classe trabalhadora, razão pela qual goza de muito respeito no movimento sindical e ao mesmo tempo é vítima da intolerância e do ódio das forças conservadoras e seus representantes no Poder Judiciário.

Por causa de umartigocrítico ao governo Bolsonaro a magistrada é alvo de um “pedido de providências” da Corregedoria Nacional da Justiça com nítida conotação de censura e intimidação repudiado pordezenas de entidades e personalidades.Em entrevista ao jornalista Umberto Martins, ela aborda a conjuntura, constata que sob o governo Bolsonaro o Brasil caminha para a barbárie e destaca a importância dos sindicatos na luta pela mudança de rumos.

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Haroldo Lima: Lembrar de Mandela e de Mao Zedong

Blog do Renato

O nome de Mandela foi trazido pelo governador Flávio Dino como fonte de inspiração, pelo menos para uma parte dos brasileiros. O líder maranhense tem esquadrinhado a realidade oposicionista fracionada à cata de uma saída. Como nordestino sabe como é verdadeira uma das leis de Murphy, a de que “o ruim pode piorar”, o que nos remete à outra que diz que “tudo relegado à própria sorte tende ir de mal a pior.”

Mandela é exemplo pródigo em variadas questões, como nas batalhas políticas que exigem tenacidade, na compreensão de que a luta contra ideias retrógradas deve estar integrada à luta pela construção de um estado nacional e democrático, no otimismo com que aponta futuro luminoso em meio às intempéries do momento.

Existe, contudo, uma situação em que a postura avocada do líder sul-africano é de fato paradigmática, que é a sua posição ao sair da prisão de 27 anos…

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Verdades e mitos sobre o filme “O jovem Karl Marx”, de Raoul Peck

Blog da Boitempo

Este ano, completam-se 200 anos de nascimento de Karl Marx. Em homenagem à data, a Boitempo – maior editora de Marx no Brasil – prepara uma série de lançamentos de peso. Entre eles está a ambiciosa biografia intelectual e política de Karl Marx escrita pelo pesquisador da Marx-Engels-Gesamtausgabe II, Michael Heinrich. Intitulada Karl Marx e o nascimento da sociedade moderna, a obra será dividida em ao menos três volumes, dos quais o primeiro terá sua publicação mundial este ano. A pedido da editora, ele escreveu sobre o filme O jovem Karl Marx, digirido por Raoul Peck, e que está atualmente em cartaz em ao menos dez cidades no Brasil: Belo Horizonte, Brasília, Curitiba, Niterói, Porto Alegre, Rio de Janeiro, Salvador, Santos, São Paulo e Vitória. A tradução é de Artur Renzo.

Boa leitura!

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Por Michael Heinrich.

O jovem Karl Marx é um belo filme, realizado de maneira muito profissional por…

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Luciano Siqueira: Bolsonaro e seus limites

Blog do Renato

No pressuposto de que pode tudo por ter sido eleito surfando na onda da negação da política, Bolsonaro tenta disfarçar sua incontornável incapacidade de governar promovendo escaramuças intermitentes contra inimigos, reais ou imaginários.

Uma necessidade visceral da estratégia do caos, meio caminho andado para uma aventura totalitária com lampejos fascistas.

Diz-se que a vigência da Constituição se interpõe aos seus intentos, via um STF atento e predisposto a enfrentá-lo, tanto mais quanto agredido e ameaçado pelas hordas fascistóides nas quais o presidente se apoia.

Mas o buraco é mais embaixo, está na correlação de forças real.

Aqui e alhures, em qualquer época, a maldita correlação de forças determina o que pode ou o que não pode ser feito mesmo pelo mais poderoso dos exércitos.

O bolsonarismo – essa coisa a um só tempo real e fantasiosa – não pode tudo, como bem deseja seu líder.

No meio do seu caminho…

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