Racismo e ciência no Brasil pós-abolição (1888-1930) – Miscigenação e racismo: o branqueamento (3)

blog da Revista Espaço Acadêmico

AUGUSTO C. BUONICORE ***

O racismo brasileiro sempre foi eclético. Existiam duas grandes correntes que, muitas vezes, se intercruzavam. A primeira, racista-segregacionista, condenava toda e qualquer ideia de miscigenação racial. Essa, em geral, conduzia a uma visão pessimista sobre o futuro do Brasil. A segunda apostava suas fichas no processo de miscigenação, visando a solucionar o chamado problema negro. Esta, pelo contrário, tendia a ser mais otimista em relação às possibilidades futuras do país, enquanto integrante da civilização ocidental e cristã. O seu otimismo residia na esperança de que a miscigenação não levaria necessariamente à constituição de um povo degenerado (de pele escura), e sim de um povo superior, aos moldes europeus. Esta vertente foi dominante nos 30 primeiros anos do século XX.

João Batista de Lacerda, diretor do Museu Nacional e representante brasileiro no I Congresso Universal de Raças, realizado na cidade de Londres em 1911, expressou de…

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