Moro diz ser de sua “competência” investigar Eletronuclear, não Furnas

O juiz Sérgio Moro, responsável pelos processos da Operação Lava Jato, disse que investigar casos de corrupção na Eletronuclear, estatal sediada no Rio de Janeiro, é de sua responsabilidade, apesar de ser titular da 13ª Vara Federal de Curitiba.

 

Segundo despacho divulgado pelo blog de Fausto Macedo, do Estadão, Moro diz que é competente em “decorrência da conexão e continência dos demais casos da Operação Lava Jato”. A conexão é o vínculo de condutas criminosas por um mesmo autor. Já a continência é relação de conteúdo e contingente das infrações penais.

A conduta do juiz causa estranheza porque, como bem apontou Webster Franklin no Jornal GGN, o juiz não avaliou que existia a mesma “conexão e continência” no caso de Furnas, que envolvia o senador tucano e candidato derrotado nas urnas, Aécio Neves, que foi citado num esquema de propinas na estatal pelo doleiro Alberto Youssef.

Na interpretação da Justiça os desvios de dinheiro em Furnas não tinham relação com o esquema de corrupção da Petrobras e, por isso, não deveriam ser objeto de investigação.

Agora, a interpretação para fato semelhante é completamente diferente. “Esclareça-se, por oportuno, que a competência, em princípio, é deste Juízo, em decorrência da conexão e continência com os demais casos da Operação Lava Jato e da prevenção, já que a primeira operação de lavagem tendo por origem os crimes praticados pelo cartel consumou-se em Londrina/PR e foi descoberta em processo inicialmente distribuído a este Juízo, tornando-o prevento para as subsequentes”, disse Moro.

Segundo ele, as duas frentes de investigação “têm que ser tratadas em conjunto, por um único Juízo, sob pena de prejudicar a unidade da prova e com risco de decisões contraditórias”. Disse ainda que dispersar os casos e provas em todo o país “prejudicará as investigações e a compreensão do todo”.

Do Portal Vermelho, com informações do Estadão

http://www.vermelho.org.br/noticia/268206-1

Urariano Mota: O que Machado de Assis falou do juiz Sérgio Moro

Nesta sexta-feira (31), em sua coluna semanal Prosa, Poesia e Política, o escritor Urariano Mota, sempre certeiro na tinta e no tom, volta a falar sobre a atuação do juiz Sérgio Moro na chamada Operação Lava Jato. Em uma crônica de tirar o chapéu, nosso colunista coloca em diálogo o grande escritor Machado de Assis e o juiz Sérgio Simão Moro Bacamarte.

 

“O maior escritor brasileiro, gênio absoluto, não deixaria de falar sobre as aparências de justiça da direita brasileira. Mas o mais impressionante é que ele, Machado de Assis, tenha já falado do juiz Sérgio Moro. Sim, daquele mesmo que faz do Paraná o centro do golpe contra a democracia no Brasil. Acompanhem, porque toda arbitrariedade da hipócrita limpeza da sociedade já foi escrita desde 1882, para tipos e gênero como Sérgio Moro, que são mais antigos do que se imagina. Com a pena da galhofa e a tinta da melancolia do mestre da literatura nacional me acompanhem, porque não será difícil ver o que poderá sair desse estranho encontro separado por 133 anos”, narra o jornalista pernambucano.

E completa: “As linhas e a fala de Machado de Assis sobre Sérgio Moro estão em O Alienista, sobre o qual comento agora, livre da delação premiada. Já no começo, ele escreve: “A ciência, disse ele a Sua Majestade, é o meu emprego único; Itaguaí é o meu universo”.

Ao final de sua coluna, Urariano Mota avisa: “ao que concluímos nós, mais uma vez no rasto do nosso Machado de Assis: a vaidade, em si, é um princípio de corrupção. Mas disso ele, Sérgio Simão Moro Bacamarte, ainda não sabe. Para cumprir o destino do alienista, ele também terá o seu justo fim. Ou seja: ele próprio será internado e punido pela mesma doença que ele acusa nos perseguidos. Nós ainda vamos ler as próximas linhas desta história”.

Ouça a coluna na Rádio Vermelho… 
http://www.vermelho.org.br/noticia/268307-333
 

Amarelou: Moro converte prisão preventiva de presidente da Eletronuclear em temporária

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Sérgio Rodas, via Consultor Jurídico em 28/7/2015

Após “refletir melhor”, o juiz federal Sérgio Fernando Moro reconheceu que exagerou ao decretar a prisão preventiva do presidente licenciado da Eletronuclear, Othon Luiz Pinheiro da Silva, e do executivo da Andrade Gutierrez Flávio David Barra. A medida foi convertida em prisão temporária, que tem prazo limitado de cinco dias.

Os dois foram presos pela Polícia Federal na manhã de terça-feira, dia 28/7, no Rio de Janeiro. A ação faz parte da 16ª fase da operação Lava-Jato, denominada “radioatividade”, que investiga a formação de cartel e o prévio ajustamento de licitações nas obras de da usina nuclear Angra 3, além do pagamento indevido de vantagens financeiras a empregados da Eletronuclear, uma subsidiária da Eletrobrás.

Segundo Moro, a prisão temporária é “menos gravosa aos investigados e propiciará, com a realização das diligências, que esclareçam os fatos e eventualmente infirmem as provas, em cognição sumária…

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Mãe Diná: Em 2014, dra. Delação da Lava-Jato já sabia que seria ameaçada em julho de 2015

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Stanley Burburinho, via Facebook em 30/7/2015

1) O Globo diz que a advogada dos delatores da Lava-Jato disse que deixou os clientes e foi para os EUA (Miami) para trabalhar como consultora, porque se sentiu ameaçada aqui no Brasil, devido à Lava-Jato, suponho. Observe a manchete do jornal dos Marinho.

“Ameaçada, advogada de delatores da Lava-Jato diz que vai abandonar profissão”

2) Acontece que a senhora advogada dos delatores, Beatriz Lessa da Fonseca Catta Preta, abriu a empresa de consultoria nos EUA (Coral Gables, Miami – FL), para onde ela se mudou dias atrás com o marido condenado e pelo menos R$22,5 milhões, em 20 de outubro de 2014, há nove meses, segundo o registro do site dos EUA, Corporationwiki (clique aqui).

3) Então, em outubro de 2014, ou seja, há nove meses, a senhora advogada já sabia que seria ameaçada em 2015?

Leia também:

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Quem mira no almirante Othon

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Almirante_Othon03

Nilson Lage, via Tijolaço em 29/7/2015

A farsa se ergue contra um homem que é uma lenda. Soube dele – e dos projetos tecnológicos da Marinha – na década de 1970.

Eu editava política e nacional em O Globo e recebi ordem da direção para não publicar uma entrevista sobre o assunto com um oficial da Armada. Disseram-me que era ordem da censura. No entanto, quem recebia comunicados da censura – pelo telefone ou em tiras de papel fino – era eu. Desconfiei da história.

Quando o censor de verdade me telefonou – era frequentemente a fonte das notícias “que eu não podia publicar” – fiz-me de desentendido:

“Quem recebe sempre instruções de vocês sou eu. Por que diabos resolveram proibir por via da direção do jornal a publicação da matéria tal, sobre pesquisa nuclear da Marinha?”

“Não mandamos. Há um erro.”

Dois dias depois, a matéria saiu, ocupando quase…

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A direita abraça a rede – parte dois

Blog do Sorrentino - Projetos para o Brasil

A ascensão dos grupos conservadores nas redes sociais – da revolta “pop” ao uso de perfis fake e robôs importados da campanha eleitoral.

Por Natália Viana, da Agência Pública

Segunda parte

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No mito e no grito

Ainda há poucas pesquisas sobre o comportamento das pessoas que têm se articulado em torno de pautas conservadoras. Uma delas, realizada pelos professores Pablo Ortellado (USP) e Esther Solano (Unifesp) na avenida Paulista naquele mesmo 12 de abril, é bastante reveladora. Entre os 571 entrevistados, apenas 15,4% tinham entre 16 e 25 anos – exatamente o mesmo tanto de pessoas entre 56 e 65 anos. O grupo mais representativo, com 21,1%, tinha entre 46 e 55.

Sessenta e quatro porcento afirmaram concordar com a frase “O PT quer implantar um regime comunista no Brasil”. Para 56%, o Foro de São Paulo – organização que reúne partidos de esquerda latino-americanos – quer criar uma ditadura…

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Dilma aos governadores: É possível incluir e crescer

Blog do Renato

Presidenta Dilma posa para foto oficial com os governadores antes da reunião desta quinta-feira no palácio da Alvorada.

Na abertura da reunião com os governadores, nesta quinta-feira (30), no Palácio da Alvorada, a presidenta Dilma Rousseff, estimulou a cooperação federativa para que o Brasil supere rapidamente essa “travessia”. E, para isso, além das ações e programas que o governo federal está implementando, ela propôs usar a maior tecnologia inventada pelo ser humano: a cooperação.

“Estamos fazendo travessia para levar o Brasil para um lugar melhor, atualizando bases da economia para voltarmos a crescer com preços mais baixos, emprego em alta, saúde e educação de qualidade. Não nos falta energia e determinação para vencer esse problemas”, disse a presidenta diante dos 26 governadores presentes ao evento. Somente o governador do Mato Grosso do Sul não pode comparecer, tendo enviada a vice-governadora como representante.

Após falar sobre as ações na economia e programas nas áreas de saúde, educação e segurança pública, que foram depois detalhadas pelos ministro das áreas presentes…

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