Ser contra o Pré-Sal é ser contra o futuro do país

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A presidenta Dilma passou o dia desta sexta-feira (29) em Salvador. Dilma visitou o Campus Integrado de Manufatura e Tecnologia (Cimatec), que oferece cursos técnicos em parceria com o Pronatec, criado pela presidenta.

Depois, à tarde, Dilma visitou o Pelourinho. Lá, acompanhada de centenas de apoiadores, a presidenta foi homenageada por grupos ligados à cultura afro, pela sanção da lei 12.391, que determina a inscrição dos nomes dos princípais líderes da Revolta dos Búzios no Livro de Aço dos Heróis Nacionais.

Dilma aproveitou a ida a Salvador para defender novamente o pré-sal. Segundo ela, reduzir investimentos no petróleo significa apostar contra o futuro do Brasil. “Quem acha que o Pré-sal tem de ser reduzido não tem uma verdadeira visão do Brasil”, disse Dilma. “Com o Pré-Sal, dependendo da política que se faça, transforma-se uma riqueza finita em passaporte para o futuro”.

A presidenta se referiu à conquista que o país…

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Dilma destaca parceria com movimentos sociais do campo para avanços no setor

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A presidenta Dilma Rousseff recebeu, na manhã de quinta-feira (28), o apoio de trabalhadores e trabalhadoras rurais vinculados à Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag), em Brasília. Dilma reconheceu a importância dos movimentos sociais do campo para a consolidação de políticas públicas que ampliam as oportunidades das populações que antes eram praticamente invisíveis às iniciativas do Estado.

Entre os avanços mencionados pela presidenta estão o dispositivo do Código Florestal que determina que as menores propriedades devem oferecer menos terras à proteção, garantindo a capacidade produtiva e a renda do produtor, além de lembrar  do programa  Minha Casa Minha Vida Rural, que já contratou 135 mil moradias; do Pronaf Mulher, um  reconhecimento do papel das agricultoras; o programa nacional de documentação, que trouxe para a cidadania mais de um milhão de pessoas no campo; e especialmente a Reforma Agrária, que já assentou 771 mil famílias nos últimos 12 anos, ocupando…

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Povo vai bem, mas noticiário o induz a achar que o país vai mal

Segundo Ibope, avaliação do governo Dilma sobe e maioria (76%) se diz satisfeita com a vida. E se 30% pensam que a economia vai mal, como pode 68% acharem que sua vida estará melhor em 2015?

por Helena Sthephanowitiz publicado 27/08/2014 17:32, última modificação 27/08/2014 18:24
 
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Como pode o povo estar otimista com o futuro e ao mesmo tempo acreditar que a economia vai mal?

Na pesquisa Ibope divulgada na terça-feira (26), Dilma Rousseff (PT) subiu dois pontos na espontânea, chegando a 27%. Marina Silva (PSB) teve 18%, e Aécio Neves (PSDB), 12%. A pesquisa espontânea é aquela que reflete melhor a firmeza do voto, porque apenas pergunta em quem o eleitor votará, sem mostrar nenhuma lista de nomes. Responde quem já tende a ter definido o candidato de sua preferência.

Na sondagem estimulada, feita em seguida, mostra-se um disco com as opções de candidatos, e o pesquisado escolhe um dos nomes. Quem só responde diante do disco de opções tem queda por aquele candidato naquele momento da sondagem, mas é mais incerto se a intenção declarada se converterá em voto na urna.

Na simulação de primeiro turno estimulada, segundo o Ibope, Dilma cresce pouco em cima da espontânea. Sobe de 27% para 34% no primeiro turno e para 36% no segundo turno. Nota-se que 34% corresponde a quem avalia o governo da presidenta com bom e ótimo, o que pode representar seu piso de votos, abaixo do qual ela dificilmente cai. Há outros 36% que avaliam seu governo como regular, e pelo menos uma parte destes votará em Dilma, coisa que a pesquisa não captou, mas significa que a campanha da presidenta tem todo este segmento do eleitorado para explorar e crescer. Se apenas um terço de quem avalia o governo como regular, com viés positivo, votar em Dilma, a probabilidade de vitória da presidenta continua alta.

Marina sobe de 18% na espontânea para 29% na estimulada no primeiro turno e para 45% num eventual segundo turno. Seu momento eleitoral é o melhor possível. Mas algo próximo de certeza de votos mesmo ela só tem de cerca de 18% dos pesquisados. Os demais ela ainda precisa convencer o eleitorado a converter em intenção em voto. Marina tem o nome conhecido por ter participado das eleições de 2010 com boa votação, mas não tem propostas bem conhecidas.

É uma faca de dois gumes. Ela pode tanto consolidar votos como perdê-los, quanto mais suas propostas (ou falta delas) forem conhecidas. Uma coisa é simpatia por uma imagem abstrata de novidade, como uma roupa que parece bonita na vitrine de uma loja. Outra coisa é o conhecimento mais profundo da candidata e avaliar o que ela pode fazer de fato nos próximos quatro anos, se vencer. É como experimentar a roupa da vitrine para decidir se compra. Pode não vestir bem no corpo da pessoa como parecia na vitrine.

Dilma sobe de 27% na espontânea para 36% no segundo turno, sempre segundo o Ibope. Marina salta de 18% para 45% na mesma simulação. Dilma sobe só um terço de seus votos firmes na sondagem do princípio ao fim do processo eleitoral. Marina mais do que dobra, subindo uma vez e meia. É improvável que ao longo da campanha eleitoral Dilma conquiste tão poucos novos votos e Marina conquiste tanto sozinha. Seria necessário Dilma fazer tudo errado e Marina tudo certo para isso acontecer.

Aécio é quem está em maiores apuros. Tem 12% de votos firmes na espontânea e 19% na estimulada de primeiro turno, e corre o risco de ver sua candidatura esvaziar-se mais se consolidar a polarização entre Dilma e Marina. Precisa provocar uma difícil reviravolta para voltar ao jogo.

Na prática, mesmo na simulação de segundo turno que é apenas uma sondagem pouco confiável nesta fase da campanha, se for para levar a sério os números do Ibope, o que se pode concluir é que as intenções de votos declaradas em Dilma estão próximas de seu piso, batendo com as avaliações de bom e ótimo de seu governo. As em Marina estão próximas de seu teto. Logo, Dilma tem espaço, e muito, para crescer. Já Marina tem que se esforçar para não cair.

A própria pesquisa mostra a avaliação do governo Dilma subindo. Mostra também uma coisa inusitada. A grande maioria dos brasileiros (76%) diz estar satisfeita com a vida atual que leva. E 43% acham que sua própria situação econômica está boa ou ótima. Só 13% acham que está ruim ou péssima. Outros 68% estão otimistas acreditando que sua própria vida estará melhor em 2015. Quando perguntados sobre a economia do país, a situação se inverte: 30% dizem estar ruim ou péssima, contra 24% dizendo que está boa ou ótima. Mesmo assim, 45% acham que a economia do Brasil estará melhor no ano que vem contra apenas 13% que acham que estará pior.

Como pode o povo se sentir bem economicamente, estar otimista com o futuro e ao mesmo tempo acreditar que a economia “do país” vai mal? Só o efeito do noticiário extremamente negativo sobre a economia, descolado da realidade, explica. Colar as duas realidades é, talvez, o maior desafio da campanha de Dilma. Para alegria de seus correligionários, é relativamente fácil explicar o óbvio: que o Brasil é exatamente o mesmo país onde o povo brasileiro vive, e não o das manchetes alarmistas que mais parece um país estrangeiro, que nada tem a ver com onde vivemos.

Aquela história de votar com a mão no bolso, de acordo com a sensação de bem-estar social, favorece Dilma, mas ainda não está refletida nas intenções de voto, por uma abstrata visão negativa do país propagada no noticiário, como se os brasileiros não vivessem nele. É muito improvável que esse quadro permaneça até o fim das eleições. Esse é o maior desafio da campanha de Marina Silva, além de contradições sobre a tal “nova política”, a começar por suposto uso de empresas laranjas, com indícios de caixa dois, para bancar despesas de campanha da chapa Eduardo-Marina, no caso do jatinho.

“Basta de intermediários. Neca Setúbal para presidente” ironiza economista do PSB que não votará em Marina

Luíz Müller Blog

benayon

Comunicado aos co-filiados do PSB, amigos e leitores,

Há alguns anos, sou filiado ao PSB, em que ingressei, tendo tido a honra de ter tido minha ficha assinada pelo competente e digno Carlos Siqueira.

Sem solidariedade social e sem aspiração de independência nacional, socialismo é apenas uma palavra falsa.

Assim, diante do fato de que o PSB adotou a candidatura da Sra. Marina Silva à presidência da República, declaro que não votarei na candidata do partido.

Não estamos, senão formalmente, em regime democrático, haja vista a urna eletrônica absolutamente inconfiável, e  a influência nas eleições do poder econômico concentrado e da desinformação em massa, a cargo da grande mídia, a serviço dos interesses imperiais. Meu voto, pois, tem peso ínfimo.

Mas para mim é importante declará-lo.

No 2º Turno, entre Dilma e Marina, sua provável concorrente, já que Aécio é fraco eleitoralmente e deverá ser preterido pelos imperiais, GAFE, PIG…

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José Augusto Valente: A falácia da terceira via

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Num país como o Brasil, resultado de colonização predatória, arbítrio, violação dos direitos humanos básicos, profundas desigualdades sociais e regionais, não há como falar em terceira via, quando se trata de atacar todos os problemas remanescentes dessa herança histórica.

Por José Augusto Valente*, na Carta Maior

 A falácia da terceira via

A falácia da terceira via

De um lado, temos os mantenedores do resultado acima mencionado, utilizando a política do “laissez-faire” ou neo-liberal. É o que chamamos de direita, embora eles mesmos se recusem esse rótulo. Afinal, não pega bem. Se consideram de centro. Então tá, centro-direita. São atualmente representados e liderados pelo PSDB.

Do outro lado, temos os que querem mudar o rumo da história, na direção de um país socialista, ou seja, que busque igualdade social e regional, garantia dos direitos humanos, democracia plena com participação social e respeito ao ambiente, com o estado atuando firmemente para garantir os projetos que interessam à maioria…

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Para conhecer e defender o projeto da Universidade Federal da Integração Latino-Americana – Unila

OLHAR DO CAMPUS

Para conhecer e defender o projeto da Unila

No último dia 15 de agosto, a Unila conheceu suas primeiras turmas de graduados. Com uma vocação estritamente latino-americana, a universidade conta com um projeto inovador, calcado no tripé bilinguismo, interdisciplinaridade e integração dos países latino-americanos. Esta Rede traz abaixo um relato de Chico Denis, recém-formado em Relações Internacionais e Integração pela Unila, que nos aponta os motivos pelos quais se deve defender esse projeto, bem como os desafios urgentes que ele deve enfrentar já nos próximos anos.
Por Chico Denis*
1. O Início

Ex-presidente Lula sanciona projeto para a criação da Unila. Crédito: Facebook Unila

A Unila está localizada em Foz do Iguaçu e iniciou suas atividades acadêmicas em agosto de 2010. A ideia de criar uma universidade de integração tem raízes no próprio Mercado Comum do Sul (Mercosul), que já trazia uma discussão antiga de criar uma Universidade do bloco de integração…

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As “entrevistas” do Jornal Nacional

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Venicio A. de Lima *

As “entrevistas” ao vivo com os quatro primeiros candidatos nas pesquisas de intenção de voto divulgadas para a Presidência da República (antes da trágica morte de Eduardo Campos), realizadas pelo Jornal Nacional da Rede Globo de Televisão, tornam obrigatória uma reflexão sobre o exercício do poder político no Brasil.

De um lado, candidatos ao mais elevado cargo público da democracia representativa brasileira, devidamente homologados por seus respectivos partidos/coligações, em conformidade com a legislação eleitoral e em início de campanha. Do outro, jornalistas da empresa comercial que é a maior concessionária do serviço público de radiodifusão do país e parte de um dos maiores oligopólios de mídia do mundo.

Não se pretende colocar em questão o papel fundamental que a comunicação tecnologicamente mediada exerce nos processos democráticos. Ao contrário. É exatamente em razão do reconhecimento desse papel (sem mencionar as graves distorções históricas que caracterizam esse…

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